top of page

A corrida pela supremacia tecnológica, o céu não é o limite.


Durante a Guerra Fria, entre 1957 e 1975, a simples demonstração de soberania no planeta Terra já não bastava para as potências Estados Unidos e URSS. Além dos numerosos conflitos periféricos, surgiram competições nos avanços culturais e esportivos, que naturalmente os levaram a uma nova disputa: a corrida espacial, centrada na capacidade tecnológica.


Os soviéticos foram os primeiros a lançar um satélite para a órbita terrestre, em 4 de outubro de 1957, deixando o planeta completamente surpreso e trazendo preocupações para a Casa Branca, que temia que o mundo começasse a enxergar a URSS como uma superpotência mais sofisticada tecnologicamente. Assim, os Estados Unidos iniciaram investidas para fazer com que o homem chegasse ao solo lunar, o que se concretizou em 20 de julho de 1969.


Apesar de o mundo não estar oficialmente em guerra, principalmente uma do nível contextualizado anteriormente, o investimento na ciência espacial nunca cessou. Atualmente, vemos empresas privadas assumindo riscos ao lançar foguetes, estações espaciais habitadas orbitando a Terra, satélites e telescópios de última geração, e até sondas explorando planetas vizinhos. Entretanto, desde o último pouso na Lua, em 1972, a ideia de voltar a pisar em solo lunar parecia distante. Essa perspectiva mudou em dezembro de 2022, quando o governo chinês anunciou planos para um pouso lunar tripulado até 2030. Esse anúncio levou a Agência Espacial dos Estados Unidos (NASA) a reconhecer, em janeiro de 2023, que se encontravam novamente em uma corrida espacial e demonstraram preocupações sobre as intenções da China.


Atualmente, diversos Estados e organizações estão investindo significativamente na exploração espacial, incluindo Índia, Rússia, Japão, e até mesmo a União Europeia. Contudo, é o rápido avanço da China como potência espacial que desperta as maiores inquietações nos Estados Unidos, desafiando a supremacia americana.


Há muitas especulações sobre os motivos do retorno à Lua. Uma das principais teorias gira em torno de um composto químico que pode redefinir o futuro da energia: o Hélio-3. Encontrado com dificuldade na Terra, esse elemento pode ser encontrado com mais facilidade em nosso satélite natural, podendo representar uma fonte de energia limpa, potencialmente transformando as economias globais.


Diante desse cenário, a exploração espacial se torna não apenas uma busca por conhecimento e expansão, mas também uma forma de definir a hegemonia do poder econômico global. A corrida espacial do século XXI pode redefinir as dinâmicas geopolíticas e econômicas da Terra. É notável que, à medida que novas nações e entidades privadas se juntam à corrida pelo espaço, estamos testemunhando não apenas um avanço científico, mas também um novo capítulo na história.


Por Nicolle Sippel

Comentários


bottom of page